Alcançado compromisso sobre a ex-<em>Sorefame</em>
O Governo deu à CP o prazo de um mês para apresentar uma proposta à Bombardier, revelou a secretária de Estado dos Transportes, no dia 23, à saída de uma reunião com representantes da multinacional canadiana que detém as instalações fabris da ex-Sorefame, na Amadora. A empresa, disseram aqueles responsáveis aos jornalistas, aceitou manter as máquinas na fábrica enquanto durarem as conversações.
A secretária de Estado afirmou esperar que as negociações entre as duas empresas sejam rápidas, enquanto um comunicado posterior do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações admitia que possam terminar em três semanas.
Na reunião com os trabalhadores, a secretária de Estado reafirmou a intenção do Governo de promover a avaliação dos operários despedidos, com vista à sua possível integração em empresas do sector ferroviário, revelou um dirigente sindical metalúrgico. António Tremoço explicou, no final da reunião, que os trabalhadores iam levantar a vigília que mantiveram durante três semanas, junto às instalações da Bombardier, mas continuarão atentos à situação e mobilizados, pois o problema ainda não tem solução garantida.
Os trabalhadores esperam que, das negociações entre as empresas, saia uma proposta da CP para a compra da totalidade da fábrica da Amadora e dos seus activos, de modo a assegurar que se possa continuar a produzir material circulante ferroviário em Portugal.
Representantes das administrações estiveram reunidas durante a tarde, na sede da CP, mas ao fim de três horas de conversações, nenhum responsável das empresas quis prestar declarações.
Comunistas saúdam
«Os recentes desenvolvimentos no processo da Bombardier e as negociações estabelecidas entre a CP e a empresa, visando encontrar soluções para a retoma da laboração e produção de material circulante, constituem uma significativa vitória e um passo em frente na persistente e prolongada luta dos trabalhadores e das suas estruturas representativas», afirma Jerónimo de Sousa.
Numa declaração divulgada dia 24, o secretário-geral do PCP manifesta a solidariedade do Partido aos trabalhadores da Bombardier e à população da Amadora, «pela forma determinada e corajosa como travaram esta luta, que, ultrapassando a dimensão dum problema social, se transformou numa luta em defesa do emprego, do aparelho produtivo e da produção nacional».
«Continuando a acompanhar o processo de negociações em curso, o PCP reafirma o seu empenhamento para, nas instituições e na sua intervenção política, levar a bom termo as soluções que correspondam à defesa dos interesses dos trabalhadores e do interesse nacional, à salvaguarda e valorização daquela unidade produtiva», conclui o secretário-geral.
Também a Comissão Concelhia da Amadora saudou «mais uma vitória dos trabalhadores da Sorefame», que lutam há dois anos e nestas três semanas impediram a remoção do sector robótico, «resistindo a todas as pressões da multinacional e até ao cerco policial» de 19 de Março.
A secretária de Estado afirmou esperar que as negociações entre as duas empresas sejam rápidas, enquanto um comunicado posterior do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações admitia que possam terminar em três semanas.
Na reunião com os trabalhadores, a secretária de Estado reafirmou a intenção do Governo de promover a avaliação dos operários despedidos, com vista à sua possível integração em empresas do sector ferroviário, revelou um dirigente sindical metalúrgico. António Tremoço explicou, no final da reunião, que os trabalhadores iam levantar a vigília que mantiveram durante três semanas, junto às instalações da Bombardier, mas continuarão atentos à situação e mobilizados, pois o problema ainda não tem solução garantida.
Os trabalhadores esperam que, das negociações entre as empresas, saia uma proposta da CP para a compra da totalidade da fábrica da Amadora e dos seus activos, de modo a assegurar que se possa continuar a produzir material circulante ferroviário em Portugal.
Representantes das administrações estiveram reunidas durante a tarde, na sede da CP, mas ao fim de três horas de conversações, nenhum responsável das empresas quis prestar declarações.
Comunistas saúdam
«Os recentes desenvolvimentos no processo da Bombardier e as negociações estabelecidas entre a CP e a empresa, visando encontrar soluções para a retoma da laboração e produção de material circulante, constituem uma significativa vitória e um passo em frente na persistente e prolongada luta dos trabalhadores e das suas estruturas representativas», afirma Jerónimo de Sousa.
Numa declaração divulgada dia 24, o secretário-geral do PCP manifesta a solidariedade do Partido aos trabalhadores da Bombardier e à população da Amadora, «pela forma determinada e corajosa como travaram esta luta, que, ultrapassando a dimensão dum problema social, se transformou numa luta em defesa do emprego, do aparelho produtivo e da produção nacional».
«Continuando a acompanhar o processo de negociações em curso, o PCP reafirma o seu empenhamento para, nas instituições e na sua intervenção política, levar a bom termo as soluções que correspondam à defesa dos interesses dos trabalhadores e do interesse nacional, à salvaguarda e valorização daquela unidade produtiva», conclui o secretário-geral.
Também a Comissão Concelhia da Amadora saudou «mais uma vitória dos trabalhadores da Sorefame», que lutam há dois anos e nestas três semanas impediram a remoção do sector robótico, «resistindo a todas as pressões da multinacional e até ao cerco policial» de 19 de Março.